Discussões

Aqui colocamos os assuntos que estamos discutindo no momento.

– Provocação (1): Prof. Ranhel mostrou em artigos que assembleias neurais podem executar máquinas de estados finitos (FSA – finite-state automata). O ambiente plástico das redes neurais, seria o ambiente ideal para surgirem FSA adaptativos (adaptive FSA)? Nesse caso, a mudança dos pesos e das conexões sinápticas poderiam modificar as máquinas de estados, fazendo surgir novos estados no autômato e fazendo outros desaparecerem. Seria isso a base para processos cognitivos?

– Provocação (2):  Seria possível expandir o sentido da visão humana? Prof. Hélio M. Oliveira propõe incluir na visão mediada por eletrônica (e.g. Google Glass, telas de smartphones, etc) sinais captados por sensores que humanos não possui, como IR (infravermelho) ou ainda UV (ultravioleta). Observando a forma como um inseto, que detecta certas faixas de frequência que não captamos, enxergam o mundo, fica bastante claro como seria interessante ampliarmos nosso sentido de visão.

– Provocação (3): Em artigo recente na Science foi mostrado que linhas de pesca (nylon) quando apropriadamente torcidas formam bobinas que, ao serem aquecidas geram torque – funcionando como um músculo artificial. Nanotubos de carbono também geram a mesmo fenômeno com melhores torques. Boa nova é que a força gerada pelo músculo é maior que a do músculo animal, nylon é barato, além da taxa de contração também ser maior. Ruim é que é preciso um gradiente de temperatura para contração e relaxamento da bobina de nylon. Seria possível associar NAC com um sistema assim e criar um robô controlado por assembleias neurais e músculos artificiais? Isso pode ser viável sem ter que andar com uma caldeira nas costas para  gerar calor suficiente para contrair músculos? O efeito Peltier pode gerar gradiente de temperatura suficiente? Boa linha para começar a pesquisar…

 

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